Reinventando as organizações

Uma tendência muito forte está se delineando na Administração e eu acredito que ela será determinante na forma de funcionamento e na estrutura das organizações no futuro próximo. Essa tendência se manifesta por meio de novas arquiteturas organizacionais e novas relações de poder que favoreçam a colaboração horizontal e a busca pela inteligência coletiva na solução de problemas, no enfrentamento de desafios e no alcance dos objetivos organizacionais.

Dois textos são indicados a seguir. No primeiro deles, que é um resumo do encontro do Fórum Global Peter Drucker ocorrido na semana passada, fica claro que o modelo mental que ainda comanda 99,99% das organizações não serve mais e quais os caminhos que podem ser seguidos. Recomendo fortemente a leitura:

http://www.forbes.com/sites/stevedenning/2013/11/18/a-new-center-of-gravity-for-management/

O segundo deles é um exemplo prático da aplicação desses conceitos. É um texto da revista Exame, mostrando a aplicação de redes sociais nas empresas para a solução de desafios e para a inovação.

http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/como-redes-sociais-corporativas-podem-estimular-a-inovacao

Presenteísmo versus contribuição

“Muitos profissionais usam seu tempo ineficientemente porque a cultura organizacional focada em horas trabalhadas não os força a pensar rigorosamente sobre o que é realmente importante”

É o que diz Robert Pozen, de Harvard, nesse texto bem interessante, que vai ao encontro da discussão sobre como medir produtividade dos profissionais. O texto está no blog da Harvard Business Reviewhttp://blogs.hbr.org/hbsfaculty/2012/06/stop-working-all-those-hours.html

A discussão sobre mensuração de produtividade e configuração do trabalho tem ocupado consultorias e o mundo acadêmico desde que o Yahoo! resolveu extinguir seu programa de home office. Há 2 semanas a consultoria Deloitte organizou um evento ao vivo para discutir o tema, reunindo diversos especialistas. Em resumo, a Deloitte concluiu que as organizações devem estar abertas para formas flexíveis de configuração de trabalho que atendam os interesses de todas as partes envolvidas, inclusive, evidentemente, delas mesmas. Um dos pontos que eu destaco das conclusões da consultoria é a necessidade de os gestores definirem claramente o que esperam de suas equipes em termos de geração de valor.

Produtividade

O artigo, mencionado em post abaixo,  escrito pelo Robert Pozen para a Harvard Business Review em 2011 vem tendo bastante repercussão de acordo com o acompanhamento feito por aquela revista. Ele pode ser lido aqui: http://bobpozen.com/downloads/BobPozen_HBR_May2011.pdf.

O artigo é curto e vale a pena ler, porque ele trata de temas importantes para gestores e profissionais em geral, como:

– Emprego das vantagens competitivas individuais

– Foco em resultados e não em tempo de trabalho

– Preparação de textos e palestras

– Autonomia relativa dos subordinados

– Simplicidade na vida e nas reuniões.

Como ser extremamente produtivo

Esse é o título do artigo indicado no link abaixo, que traz uma entrevista bastante interessante com o Prof. Robert Pozen, de Harvard. Dois pontos me chamaram a atenção: a sugestão dele para a distribuição de tarefas pós-reuniões de modo a se obter o comprometimento (buy-in) dos envolvidos e a ideia de redefinir o conceito de trabalho, focando exclusivamente em resultados.

Vale a pena ler: http://hbswk.hbs.edu/item/7167.html?wknews=09052012