Efeitos de um bom ambiente de trabalho

Segue a indicação de um pequeníssimo artigo o Boletim da prestigiada escola de negócios Wharton, que relata os resultados reais, práticos, de uma pesquisa que procurou investigar o efeito de um bom ambiente de trabalho em variáveis importantes para qualquer organização (comprometimento, absenteísmo, stress). Em vários contextos (não apenas no contexto organizacional), cada vez mais se investiga o efeito das emoções, do contágio emocional, no comportamento humano. Como vocês podem intuir a partir da experiência pessoal (esse é um caso – nem sempre tão comum – em que as evidências científicas corroboram nossas intuições sobre o tema), quanto mais agradável é um ambiente de trabalho, com bons relacionamentos interpessoais e um clima de confiança e mesmo amizade, melhor tende a ser o desempenho dos funcionários. Evidentemente uma cultura de resultados também é necessária, mas é importante haver a confluência – possível, desejável – entre um bom ambiente de trabalho e a busca por resultados que favoreçam a organização.
 
Segue o link:

O que vem primeiro, o trabalho ou a família?

Muitos de nós vamos nos deparar cada vez mais com novos valores relacionados ao trabalho, trazidos pelas novas gerações que chegam às nossas organizações.

A influência geracional é apenas uma entre as diversas influências sobre o comportamento humano, mas ela é real e tem consequências práticas.

Como afirma o professor Joel Dutra, da USP, a visão de trabalho da geração que está chegando ao mercado de trabalho é bem diferente das gerações anteriores. Trabalho, especialmente para a geração dos baby boomers (nascidos antes de 1970) era um fardo e uma missão: em termos de importância, vinha acima da família. Trabalho não era visto como algo que pode ser prazeroso. Isso tem mudado bastante. Mudou nas gerações seguintes e a mudança agora, coma geração Y, é bem marcante.

Esse artigo que saiu ontem no blog da Harvard Business Review mostra como diversos profissionais da geração Y nos Estados Unidos, inclusive cirurgiões e advogados de primeira linha, estão repelindo o conceito antigo de trabalho e obrigando as organizações a rever seus conceitos e estruturas, pois na hora de promover os jovens a cargos mais altos, estes estão recusando a oferta.

Segue o link: http://blogs.hbr.org/2013/10/meet-the-new-face-of-diversity-the-slacker-millennial-guy/

Efeito Pigmalião: expectativas que moldam o desempenho

Já mencionei aqui o livro “The Economic Psychology of Tax Behavior” (http://www.amazon.com/The-Economic-Psychology-Tax-Behaviour/dp/0521757479), escrito pelo Erich Kirchler. O livro é essencial para quem quer entender o efeito, no comportamento tributário, de variáveis como confiança, percepções de justiça e normas sociais. E também para entender um pouco da importância da mudança de paradigmas que se verifica há mais de uma década em países da OCDE: de um modelo baseado na metáfora “polícia e ladrão” para um modelo em que os desiguais são tratados desigualmente e se assume que parte considerável dos contribuintes quer fazer a coisa certa, embora nem sempre consiga.

Ao final do livro, há uma citação do Robert Cialdini, conhecido pesquisador na área de influência e persuasão, que eu achei interessante trazer aqui, porque se aplica ao contexto tributário, ao contexto organizacional (ao qual se refere explicitamente) e mesmo ao nosso contexto familiar. Existe um fenômeno conhecido na Psicologia científica, amplamente comprovado pelas evidências, que é o efeito Pigmalião (estudado originalmente em escolas – hoje ele também é estudado no contexto de cultura organizacional). Deixo a citação (em tradução livre), que faz referência implícita a esse fenômeno, para reflexão:

 “Referindo-se à cooperação nas organizações, Cialdini observa, ‘sistemas de controle e vigilância comunicam aos empregados que eles não são objeto de confiança, propiciando o nascimento da desconfiança e do ressentimento entre eles. Quando as pessoas se sentem coagidas a executar determinado comportamento, elas podem burlar esse comportamento quando acreditam que o controle é imperfeito e elas podem escapar impunes. Por causa do fenômeno conhecido como reactance*, mesmo empregados honestos podem burlar ou sabotar sistemas de monitoramento’.”

* reactance é a reação automática e frequentemente inconsciente que o ser humano tem a ser controlado por agentes externos ou a ter suas opções de escolha e ação muito limitadas.

O futuro do trabalho

Esse link propõe um novo e revolucionário conceito para o trabalho no setor público (no caso, o americano), chamado FedCloud. Eu acredito que o futuro do desenho do trabalho é algo muito próximo desse conceito (por coincidência há vários conceitos de gamification aplicados – ver post abaixo). Vale a pena ler: http://www.deloitte.com/assets/Dcom-UnitedStates/Local%20Assets/Documents/Federal/us_fed_The_Future_of_Federal_Work_092011.pdf