Social marketing versus behavioral economics

I see a great deal of overlap between social marketing and behavioral economics and, of course, some differences.
Both disciplines rely on making things simpler. As I use to say, if you want to make a behavior popular you need to make it screaminglyconspicuouslysimple and easy. This focus fits usual interventions inspired by both approaches.
Another similarity is applying the same mindset notwithstanding differences in the tool name. In most cases I cannot see how choice/social architecture differs in nature from deploying some of the social marketing techniques (removing barriers, place strategies) to facilitate the performance of the target behavior. For instance, a program like Save More Tomorrow could be conceived under either conceptual umbrella.
In “The Political Brain”, Drew Westen stresses the role of associations and narratives (woven through emotional processes) in deciding the fate of political candidates. Of course marketers see easily the importance of associations and narratives for any brands or attitudinal objects. The way I see it,behavioral economics has achieved prominence mostly propelled by a strong narrative (and related metaphor): the David that overcame the Goliath (traditional economics – or better – rational homo economicus) destroying in the process one more facet of the idealistic vision of human beings (a trend centuries old). This narrative was strengthened by the Nobel Prize won by Daniel Kahneman in 2002 and the initial contempt (still existent) the discipline faced in traditional academics departments. Richard Thaler’s work with UK government and the building of a practical framework (Test, Learn, Adapt is their motto) to extend scientific method and mindset to pressing public issues has added to their growing popularity. The more common intuition is contradicted by the results of their experiments the more behavioral economics demonstrates the advantage of the scientific method (and increases its fame).
Behavioral ecomomics has discovered some fundamental truths about human decision making and behavior (beginning with Kahneman and Tversky’s Prospect Theory and its offsprings: framming effects, loss aversion, mental accounting, hyperbolic discounting and so on). In turn, the body of knowledge and the prestige the discipline gathered over time gave birth to specific ideas to tackle important public issues and well-succeeded interventions. But behavioral economists have been drawing heavily on other streams of research on human behavior, like (broadly speaking) social psychology. They seem to be successul in integrating theories and findings in areas like emotions, mapping, dual-systems, social norms, choice overload, implemmentation intentions, fairness, construal and the identifiable victim effect. I think a great deal of their deserved reputation comes from this integration. We are all aware of Cialdini’s (and related researchers) work on social norms. Dual-systems approach (System 1/System 2) has been researched by scholars under the psychology/philosophy of mind tradition, like Keith Stanovich (University of Toronto) and colleagues. And so on. But few practical approaches have been developed besides behavioral economics and social marketing.
I see social marketing as the most powerful social technology to address the social problems faced by our societies. My academic advisor used social marketing to structure important governamental programs, dating back to 1981. A bit unlike behavioral economics, it has a parsimonious and flexible toolbox that can easily acommodate and integrate the different theoretical avenues that offer insights on human behavior. Overall, social marketing is a more encompassing approach. From my point of view, however, I feel social marketing needs a more compelling narrative. Last month I read a recent book on tax-related behavior. It had several mentions to behavioral economics. It did mention segmenting taxpayers (something developed countries have been doing for more than a decade) – but there was no mention to marketing as inspiring that approach. I feel social marketing needs a better positioning.
The challenge is enormous and daunting, but I see it as feasible as the discipline matures.
There are important streams of research calling for some kind of integration – even if imperfect. I cite Self-Determination Theory (and one recent practical offspring: gamification), research on Self-Regulation and self-control (with promising understanding of behavior evolution and maintenance – a great advance over transtheoretical model – I mentioned it briefly in my recent paper in JSM), positive psychology, applied neurology… the list of course is not comprehensive.
I see the challenge as threefold: develop a compelling narrative, integrate findings from promising streams of research and dialogue with behavioral economists and other important scholars – given their prominence and given what seems to be lack of knowledge about social marketing. This open dialogue and the transdisciplinary approach can enrich social marketing, in my opinion.

Necessidades humanas e comportamento

Há um ponto frequentemente esquecido em diversos contextos que envolvem relacionamento social (por exemplo: relações nos condomínios, no trabalho, na família, entre Fisco e contribuinte, entre marcas e seus consumidores). Os seres humanos têm necessidades inatas e que frequentemente estão adormecidas nesses relacionamentos, mas que podem ser ativadas para elevar a qualidade das relações. Ninguém vai errar se considerar que, em conjunto:

– As pessoas querem se sentir ouvidas. Querem sentir que tem voz, que são respeitadas e que sua opinião é levada em conta.

– As pessoas precisam sentir progresso nas dimensões importantes do ente com quem se relacionam.

– As pessoas querem se sentir parte de algo maior.

– As pessoas querem espaço para se desenvolver, para aprender e enfrentar desafios.

– As pessoas querem se sentir bem e se divertir.

– As pessoas querem se conectar com outras pessoas.

– As pessoas querem perceber justiça no relacionamento.

– As pessoas querem conveniência e facilidade.

– As pessoas querem se sentir a origem de seu comportamento (autonomia).

– As pessoas precisam gostar da outra parte no relacionamento.

O que pode variar é a tecnologia social para dar vazão a essas necessidades intrínsecas. Mas frequentemente essas necessidades são ignoradas porque não fazem parte do modelo mental das pessoas com poder de decisão nos relacionamentos. Muitas vezes o modelo operante do ser humano é aquele mais raso: calibre recompensas e punições e ponto final. As evidências científicas mostram que o atendimento das necessidades humanas mais nobres gera resultados bem melhores. Tratei disso na minha apresentação no congresso internacional de marketing social, realizado em Toronto (Canadá) no último mês de abril. Saiba mais aqui.

Gamification

Já ministrei um curso sobre motivação humana aplicada ao contexto de trabalho. No meu curso, eu dou ênfase, entre outras abordagens teóricas, à Teoria da Autodeterminação, que aponta o atendimento de algumas necessidades que nascem com o ser humano como base para o desempenho ótimo em diversos contextos. Esses fatores são a autonomia, competência e o relacionamento social. Quando se fala em teoria, é comum que se venha à mente uma acepção incorreta: teoria é uma especulação sobre o mundo. A Teoria da Autodeterminação está enquadrada em outra acepção do termo: uma explicação sobre o mundo que é superior a outras explicações, amparada em ampla evidência científica e que sobreviveu a diversas tentativas de falsificação (isto é, de desconfirmação) por meio do método científico. Faço essa distinção porque a confusão é comum e porque a Teoria da Autodeterminação, por conta das evidências cavalares que a confirmam, é muito importante para ser tratada como “apenas uma teoria”.

Feita essa introdução, eu gostaria de sugerir um link que tem relação com essa discussão. Em 2011 a escola de negócios de Wharton, uma das melhores do mundo, deu o primeiro curso sobre gamification, que é aplicação dos princípios e conceitos empregados no design de games para a solução de problemas práticos que as organizações e as sociedades enfrentam. É uma abordagem promissora, com resultados reais em organizações que já aplicaram esse framework a alguns de seus problemas. Os professores do curso lançaram um livro muito bom sobre o tema. Mas vocês sabem o que é gamification de verdade? É uma aplicação prática e bem desenhada da Teoria da Autodeterminação. Segue o link com uma entrevista recente dos autores:

http://knowledge.wharton.upenn.edu/article.cfm?articleid=3119