Conflitos no trabalho

Vamos reconhecer o inevitável: Em todo grupo de trabalho há potencial para conflitos e eles de fato ocorrem.

Como evitar que um conflito saia de controle?

Esse pequeno artigo (http://www.gsb.stanford.edu/news/headlines/lindred-greer-how-conflict-goes-viral), divulgado no boletim da Universidade de Stanford, aconselha que o conflito seja identificado em seus estágios iniciais, que a causa real do conflito seja investigada e que ele seja contido por meio de uma intervenção construtiva, sem viés. São 3 dicas bem simples. Vale a pena ler.

A caverna de Platão e a gestão

Um problema, conhecido dos principais estudiosos da Administração (e pouquíssimo conhecido na prática das organizações) é o chamado groupthink, o pensamento único coletivo. Trata-se do consenso quase automático que se forma em torno de ideias esposadas por líderes da organização, que é alimentado por alguns vieses importantes. Em primeiro lugar (…) Leia o artigo completo aqui.

Onde morre a estratégia das organizações

O Boletim da Wharton School divulgado em 31/7 trouxe uma excelente entrevista com o professor daquela prestigiada escola Lawrence Hrebiniak.

Ele trata de um assunto fundamental e caro para qualquer organização, privada ou pública: por que a maioria dos planos estratégicos não são executados.

Vale a pena ler e refletir a respeito.

Os fatores que dificultam ou impedem a execução de planos estratégicos são, evidentemente, diversos e refletem diferentes níveis de complexidade, mas é interessante como eles emanam basicamente da cultura organizacional. E por esse motivo as principais escolas de administração do mundo e algumas organizações têm percebido a necessidade do doloroso gerenciamento da cultura (o que inclui sua mudança).

Não deixe de ler: http://knowledge.wharton.upenn.edu/article.cfm?articleid=3316

Ataque de tubarões e marketing social

Como o marketing social poderia ser utilizado para prevenir essas trágicas mortes por mordida de tubarão, como a que aconteceu esta semana em Pernambuco?

Em primeiro lugar, seria necessário fazer pesquisa com o público-alvo. Conhecer suas crenças, suas atitudes e seu comportamento.

Mas uma abordagem que me parece promissora para ser testada (testada é uma palavra-chave aqui) é a de colocação de algum tipo de lembrete concreto na região da praia a partir da qual os ataques ocorrem (em nota na revista Veja consta que é a partir de 1 metro de profundidade). Talvez representações visuais de tubarões, em um formato que resista ao mar e a um possível vandalismo.

Isso não deve impedir, entretanto, que outras ações sistêmicas sejam adotadas, como aquelas relacionadas com os fatores que atraem os tubarões até pontos tão próximos da praia.

É hora de o Estado brasileiro superar esse modelo de ação baseado na ideia de que basta jogar informações às pessoas para que estas alterem seus comportamentos. Vejo, nas reportagens sobre esses ataques, placas afixadas nas praias alertando para o perigo. Isso está longe de ser suficiente. Esse paradigma de gap de informação está superado por conta do caminhão de evidências das últimas décadas que indicam as sérias limitações humanas no processamento de informações, na ponderação de riscos e na construção de crenças e atitudes.

 

 

 

Um livro essencial para melhorar os processos de decisão

 

 

Os irmãos Heath, conhecidos pesquisadores da área comportamental, acabaram de lançar um livro excelente (“Decisive”), que aborda os diversos vieses nos processos de decisão individuais e organizacionais, além de alguns modos práticos (com embasamento científico) para superá-los (como a técnica desenvolvida pelo especialista em experts Gary Klein – o pré-mortem) . O livro é excelente. Em nossas vidas pessoais e profissionais precisamos tomar decisões o tempo todo. Geralmente uma pequena parte dessas decisões costuma ter consequências sérias, mas a forma como tomamos decisões frequentemente não leva aos melhores resultados. A literatura que trata dos chamados “reparos cognitivos” que podem ser adotados por organizações (e por indivíduos) ainda é pequena. Esse livro sistematiza boa parte dos reparos conhecidos.

Eu não conseguiria resumir todos os pontos do livro em um post. Um curto resumo pode ser lido aqui (http://www.gsb.stanford.edu/news/headlines/beyond-biases). Por sua vez, um pequeno e instrutivo trecho do livro pode ser lido neste link: http://www.ssireview.org/articles/entry/decisive