Organizações ambidestras

Cada vez mais se questiona o papel de arquiteturas organizacionais tradicionais (isto é, como as organizações se estruturam formalmente), tendo em vista o reconhecimento de que essas estruturas não conseguem lidar bem com os desafios ambientais e os paradoxos da gestão contemporânea. Essa seção aqui do Harvard Working Knowledge (http://hbswk.hbs.edu/item/7282.html) sempre pergunta aos leitores a opinião sobre assuntos como esse e, ao final, faz um resumo do tema. Eu, sinceramente, acho que o caminho apontado pelo professor de Harvard John Kotter é promissor tanto para organizações privadas como públicas. Vejam o que ele disse (traduzi):

John Kotter sugeriu recentemente que as organizações bem-sucedidas do futuro terão de ter, ao mesmo tempo, hierarquias tradicionais para lidar com seus negócios centrais e redes que serão mais adequadas para lidar com as novas oportunidades. Isso vai requerer líderes que possam construir e gerenciar “sistemas operacionais duplos”, colocando nas redes de inovação pessoas voluntárias da hierarquia existente. Isso vai requerer também uma coalizão de liderança para coordenar a direção estratégica dos esforços dessa rede de inovação com a estratégia geral perseguida pela hierarquia convencional.

Kotter defende que a mesma organização seja integrada pelas duas estruturas, uma mais tradicional e a outra, maleável. É o que se tem chamado também, com algumas variações, de abordagem ambidestra nas organizações. A ideia é, enfim, ter estruturas organizacionais maleáveis, que possam ser “montadas” e “desmontadas” de acordo com as demandas do ambiente e os desafios estratégicos.

O texto é curto e vale a pena ler (clique aqui: http://hbswk.hbs.edu/item/7282.html)