Ataque de tubarões e marketing social

Como o marketing social poderia ser utilizado para prevenir essas trágicas mortes por mordida de tubarão, como a que aconteceu esta semana em Pernambuco?

Em primeiro lugar, seria necessário fazer pesquisa com o público-alvo. Conhecer suas crenças, suas atitudes e seu comportamento.

Mas uma abordagem que me parece promissora para ser testada (testada é uma palavra-chave aqui) é a de colocação de algum tipo de lembrete concreto na região da praia a partir da qual os ataques ocorrem (em nota na revista Veja consta que é a partir de 1 metro de profundidade). Talvez representações visuais de tubarões, em um formato que resista ao mar e a um possível vandalismo.

Isso não deve impedir, entretanto, que outras ações sistêmicas sejam adotadas, como aquelas relacionadas com os fatores que atraem os tubarões até pontos tão próximos da praia.

É hora de o Estado brasileiro superar esse modelo de ação baseado na ideia de que basta jogar informações às pessoas para que estas alterem seus comportamentos. Vejo, nas reportagens sobre esses ataques, placas afixadas nas praias alertando para o perigo. Isso está longe de ser suficiente. Esse paradigma de gap de informação está superado por conta do caminhão de evidências das últimas décadas que indicam as sérias limitações humanas no processamento de informações, na ponderação de riscos e na construção de crenças e atitudes.